Aula 2 - Filósofos pré-socráticos






ESTE É O SEGUNDO TEXTO PARA NOSSOS ESTUDOS.

TAREFA: Você deverá ler este texto. A explicação é dada em sala de aula. Resuma os textos para estudar e responder aos testes.

Filósofos pré-socráticos


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A “antiguidade” ou “idade antiga” é o período histórico compreendido ente 4000 anos antes do nascimento de Cristo (Ac) e ano 476 Depois de Cristo (Dc).

Não podemos duvidar que na antiguidade existiram filósofos que não eram gregos. No entanto, a nossa formação filosófica e nossos estudos remetem aos pensadores daquela época na grécia.

Os pensadores pré-socráticos viveram no "mundo grego", mas nem todos antes de Sócrates. Alguns sim, outros não.

Eles viveram entre o século sete e o meio do século quarto A.C. Sócrates nasceu em 470 e morreu em 399 A.C. Boa parte desses pensadores foram, antes de tudo, cosmólogos.

Os filósofos pré-socráticos (Filósofos da Natureza) voltavam o seu pensamento para a origem (racional) do mundo, do cosmos. Ou seja, estes filósofos dedicavam-se às investigações cosmológicas, buscando a arché (o princípio fundamental de todas as coisas).



Alguns filósofos pre-socráticos



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 Tales de Mileto (640-548 a.C.) – É considerado filosofia grega”. Para ele a água seria o elemento primordial (a arché) de tudo o que existe. Atribui Tales a demonstração do primeiro teorema de geometria (embora o estudo sistemático desta ciência tenha começado na escola de Pitágoras, no séc. VI a.C.).


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Anaximandro de Mileto (610-547 a.C.)
– O princípio gerador de todas as coisas, segundo Anaximandro, seria o apeiron (ilimitado / indeterminado / que não tem limite / infinito). A ordem do mundo surgiu do caos em virtude deste princípio.

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Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C.)
– Segundo este pensador, o elemento gerador de tudo é o ar. Através da rarefação e da condensação, o ar forma tudo o que existe 
“Da mesma maneira que a nossa alma, que é ar, nos mantém vivos, também o sopro e o ar mantém o mundo inteiro”.



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Heráclito de Éfeso (séc. VI-V a.C.)
- É conhecido como o filósofo do devir, da mudança. De acordo com Heráclito, o logos (razão/inteligência /discurso / pensamento) governa todas as coisas, e está associado ao fogo, gerador do processo cósmico. Tudo está em incessante transformação: “panta rei” (tudo flui). As coisas estão, pois, em constante movimento, nada permanece o mesmo (“não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”). Todavia, não se deve deduzir dessa afirmação que Heráclito defendeu uma teoria da mudança contínua desregrada. Ao contrário, ele entendia que havia uma lógica - o logos - governando tal mudança contínua.



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Parmênides de Eléia (544-524 a.C.)
 – Para Parmênides, o ser é uno, imóvel, eterno, imutável. Desse modo, o devir, a mudança, seria ilusão e simples aparência; o movimento é, assim, engano dos nossos sentidos. “O ser é, o não-ser não é”. Ou seja: o ser imutável, eterno, permanente das coisas,  é o único que existe, enquanto o não-ser, que seria a mudança, não existe.




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